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Alimentação e Endometriose


O endométrio é a camada interna que reveste as paredes do útero, renovada mensalmente através da menstruação, quando hormônios da hipófise estimulam os ovários a liberarem estrogênio e progesterona. A endometriose é caracterizada quando o endométrio se localiza fora da cavidade uterina, podendo comprometer ovários, peritônio, íleo, apêndice, bexiga e ureteres.

Os ovários produzem e liberam os hormônios que estimulam as células do endométrio, desta forma, se houver tecido endometrial ectópico, ou seja, fora do útero (endometriose), eles também responderão ao estímulo hormonal, o que poderá gerar sintomas, variando de acordo com a região anatômica acometida e também com o momento de vida e fatores externos, físicos e mentais, os quais aquela mulher está submetida.

Muitas vezes a doença é sinônimo de dor, como cólicas ao menstruar, intenso fluxo sanguíneo, desconforto durante o ato sexual, ao urinar ou evacuar e, até mesmo, infertilidade, mas a doença também pode ser assintomática ou oligossintomática. Como a endometriose é uma doença estrogênio-dependente e inflamatória, a alimentação pode ser uma grande aliada para diminuir estes sintomas e mantê-los sob controle.


A ingestão de fibras pode aumentar a excreção de estrogênio e poderia, dessa forma, desempenhar um papel inverso no risco de endometriose, assim como a redução na ingestão de gorduras, ou ainda, uma melhor escolha destas, poderia diminuir os níveis séricos de estrogênio. Dietas vegetarianas podem, supostamente, aumentar os níveis séricos de ligantes e proteínas carreadoras de hormônios sexuais, diminuindo, assim, a concentração disponível de estrogênio.

Estudos mostram que o consumo de vitaminas do complexo B, magnésio e a suplementação de ômega 3 podem exercer um papel anti-inflamatório em mulheres com endometriose. Ácidos graxos poliinsaturados, ômega 3 e 6, podem melhorar os sintomas relacionados com a endometriose, modulando a biossíntese e a atividade bioquímica de prostaglandinas relacionadas à dor pélvica. Da mesma forma, magnésio e vitaminas do complexo B estão relacionados à produção de prostaglandinas anti-inflamatórias e ao relaxamento miometrial.

O leite de vaca e as carnes podem estimular a produção de prostaglandinas, responsáveis por alguns processos inflamatórios, por isso, é melhor evitá-los.

Além disso, uma dieta baseada em vegetais, vitaminas, ômega 3 e magnésio acaba diminuindo o consumo de proteínas de origem animal e, portanto, diminuindo o excesso de gordura corporal e a produção periférica de estrogênio.

A exposição através do alimento, água ou ar a agrotóxicos como a dioxina, largamente difundido na nossa alimentação também pode ser um fator que colabora para a implantação da endometriose, por este e pelo fato de ingerirmos altas doses de agrotóxicos nas nossas refeições é interessante, na medida do possível, que se escolha por alimentos da época, orgânicos e/ou agroecológicos.

Para tanto, é importante o acompanhamento com profissionais para entendimento do caso específico e orientação de um tratamento individualizado, que promova tanto o bem-estar físico como mental e espiritual.

Vale ressaltar que a suplementação de vitaminas ou antioxidantes sem supervisão médica e nutricional deve ser desencorajada, tenha cuidado ao retirar e/ou incluir alimentos da sua rotina sem orientação. As dosagens podem variar de acordo com o histórico do paciente e podem ser tóxicas em altas quantidades. Procure sempre orientação do seu médico e nutricionista.

* Este texto foi escrito por mim para ser publicado no blog Mulher Viva da minha querida ginecologista.

#bemestar #saúde #endometriose

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